O orçamento de viagens de 2027 começa agora

Progresso da leitura

Repetir o realizado de 2026 e acrescentar um percentual pode ser simples. Mas será suficiente?

2027 ainda não começou. Mas, para muitas empresas, as decisões que definirão o próximo ano já começam a entrar nas discussões de planejamento.

O cenário econômico reforça a necessidade de cautela.

As projeções para 2027 continuam sujeitas a incertezas relacionadas à inflação, juros, câmbio, atividade econômica e cenário internacional.

O próprio Banco Central vem destacando riscos acima do usual e incertezas externas, enquanto projeções de mercado continuam sendo atualizadas.

Nesse ambiente, construir um budget de viagens apenas olhando para o valor gasto no ano anterior pode ser insuficiente.

O realizado explica o passado. O budget precisa tentar enxergar o futuro.

Uma abordagem comum é observar quanto foi gasto em 2026, aplicar uma expectativa de inflação e estabelecer o orçamento de 2027.

Mas o próximo ano será igual ao atual?

A empresa pretende crescer?

Entrar em novos mercados?

Contratar mais pessoas?

Abrir unidades?

Realizar mais eventos?

Aumentar agendas comerciais?

Reduzir operações?

Mudar fornecedores?

Cada uma dessas decisões pode alterar o perfil da mobilidade.

O que deveria entrar no planejamento

Um orçamento de viagens mais inteligente pode considerar:

  • Histórico por área e centro de custo.
  • Volume de viagens.
  • Antecedência de compra.
  • Principais destinos.
  • Evolução das tarifas.
  • Índice de remarcações.
  • No-show.
  • Savings realizados e perdidos.
  • Novos projetos.
  • Previsão de eventos.
  • Mudanças de headcount.
  • Expansão geográfica.
  • Cenários de inflação e câmbio.

Não se trata de prever exatamente quanto cada passagem custará.

Trata-se de trabalhar com cenários.

Três perguntas para o planejamento de 2027

1. O que mudou no negócio?

O orçamento precisa refletir a estratégia da empresa.

2. O que aprendemos com 2026?

Desvios, comportamentos e oportunidades precisam entrar no próximo ciclo.

3. Quais variáveis não controlamos?

Câmbio, tarifas, combustível, inflação e eventos externos podem alterar projeções.

Por isso, trabalhar com cenários pode ser mais eficiente do que construir apenas um número fixo.

BI também serve para olhar para frente

Quando a empresa possui histórico organizado, consegue identificar tendências.

Áreas que estão aumentando suas viagens. Destinos que ganham relevância. Comportamentos que pressionam despesas. Períodos de maior demanda. Potenciais oportunidades de negociação.

Esses dados ajudam a construir premissas mais realistas.

O orçamento de viagens também conta uma história sobre a estratégia da empresa

Se uma organização pretende crescer, vender mais, expandir operações ou entrar em novos mercados, provavelmente haverá algum impacto sobre mobilidade.

Por isso, Travel não deveria entrar no budget apenas como uma linha de despesa.

Ele precisa conversar com as prioridades do negócio.

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